|
|
|
|
|
|
|
|
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011


|
|
|
Imprensa
Bolsa-Creche para crianças sem vaga, projeto do vereador Arselino Tatto (PT) é aprovado na Câmara Municipal
Séria cômico, se o problema não fosse
sério demais
A falta de vagas em creches não parou de aumentar na administração demo-tucana. As vagas criadas são majoritariamente fruto de convênios entre a prefeitura e creches privadas. A falta de construção de creches municipais é gritante e a "gestão" Kassab só consegue diminuir a fila, tirando as mães da lista por meio do recadastramento.
Para compensar a falta de vagas e o descaso da administração Kassab, o vereador Arselino Tatto (PT) apresentou um projeto de ajuda financeira as mães que não obtiverem vagas em creches. Um sistema semelhante ao existente na cidade de Paris. A bolsa-creche permitirá a essas mães pagar uma ajuda a domicilio para compensar a falta de vagas.
O cômico é que os representantes de Kassab -que ainda não diz se vetará o projeto adotado-, criticam a iniciativa do vereador petista, mesmo votando à favor. A crítica é hilária: "A base governista aprovou, mas criticou o projeto. Segundo o vereador Floriano Pesaro (PSDB), o projeto não é solução. "O PT, quando não acha uma solução para determinado problema, apela para transferência de renda. Não há vagas nem em creches particulares. Precisamos é investir na construção de novas unidades", afirmou (Folha 6/5/2009).
Os próprios responsáveis do pouco investimento "na construção de novas unidades", os que não aportam a "solução" para o problema que eles mesmo geram, não priorizando o investimento em creches municipais, criticando os que buscam uma solução ao descaso.
En passant , como diria Lula, os demo-tucanos mostram o despreço que eles tem pela "transferência de renda". O que é bastante logico. Confrontados com o "problema" da enorme desigualdade social do Brasil, nenhuma solução fora aportada durante o período em que governaram o país. Foi necessário o PT chegar ao governo para que os programas sociais mostrem sua força na diminuição desta desigualdade. Como diria o vereador tucano "quando não acha solução para o problema, o PT apela para a transferência de renda".
Ainda bem!
Luis Favre
Clique no link da matéria
Subir
Contra a Humilhação no
local de trabalho
Por Arselino Tatto
As relações no mundo do trabalho vêm mudando constantemente. A solidariedade perde espaço para atitudes individualistas, ações de desprezo, provocações, inveja, perseguições, boataria e clima de terror nas repartições de trabalho. Os que têm emprego sofrem cada vez mais a pressão da flexibilidade, do fantasma do desemprego e trabalham cada dia mais intensamente, num círculo de medo, competição e terror.
É sabido que trabalhar vem do latim vulgar "tripaliare", que significa torturar e derivado do latim clássico "tripalium", antigo instrumento de tortura para aumentar a produção. Mais tarde, a palavra foi ganhando outros significados, como esforçar-se, lutar, pugnar, e até recentemente, realizar-se. Portanto, não queremos que o trabalho signifique um peso, um fardo destrutivo, aniquilador da alma e do corpo humano. Surge, com isso, novas formas de patologias ligadas ao problema: doenças ocasionadas por esforços repetitivos, stress, falta de auto estima, etc. Tal guerra, cujos efeitos muitas vezes se restringem aos consultórios de médicos e psicólogos, ganhou recentemente um novo front quando na França a psicoterapeuta Marie-France Hirigoyen, autora do livro Assédio Moral - a violência perversa do cotidiano, apresentou os números de um "novo" fenômeno nocivo a saúde do trabalhador denominado assédio moral. Em sua definição, considera-se assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis; passar alguém de uma área de responsabilidade para funções triviais; tomar crédito de idéias de outros; ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros; sonegar informações de forma insistente; espalhar rumores maliciosos; criticar com persistência; e subestimar esforços.A pesquisa feita por Hirigoyen constatou que só na França 2 milhões de pessoas se dizem vítimas de assédio moral. Os resultados dessa "guerra invisível" são destrutivos ao ambiente de trabalho. Uma vítima de assédio moral não atinge mais seu pleno potencial de trabalho, torna-se inativo, ineficiente, perde a auto-estima, começa a duvidar de si mesmo, sente-se humilhado e aterrorizado com a perseguição psicológica em que está sendo submetido. Dificilmente encontra a solidariedade de outros colegas, pois se o assediador é o chefe, é natural que todos sintam medo de ser o "próximo".Faz-se necessário, diante de um cenário repleto de humilhações, adotarmos limites legais que preservem a integridade física e mental dos trabalhadores, sob pena de perpetuarmos uma "guerra invisível", de difícil diagnóstico e, às vezes, travestida de puro jogo de poder, nas relações de trabalho.Seguindo o exemplo de outros países que já elaboraram legislação específica de proteção às vítimas de assédio moral - e os resultados em princípio foram positivos - entramos, em 1999, com um pioneiro projeto de lei, que visa coibir tal prática nas dependências da administração municipal, através de penas de curso de aprimoramento profissional, suspensão, multa ou em caso extremo, demissão.
Sabemos que a nossa iniciativa não é a solução definitiva do problema, pois é bem verdade que o sistema de trabalho hoje propicia esse tipo de comportamento ao tratar o trabalhador como um objeto descartável. E se o problema existe é nosso função criarmos condições mais harmônicas nas repartições e resguardar a saúde do trabalhador.
Após a divulgação do nosso projeto de lei e da publicação da obra de Marie-France no Brasil, a idéia editar uma lei que contribua para uma construção de um ambiente de trabalho livre de discriminações e de autoritarismo ganhou força em todo com país.
Vereador Tatto em entrevista
ao Estadão
Eleições 2008
Subir
SP discute lei que proíbe fumar em locais fechados
G1 Globo.com
15/05/08 - 17h45 - Atualizado em 15/05/08 - 17h54
Autor do projeto fumou durante 20 anos e diz que 'fumaça enche o saco.'
Se lei entrar em vigor, hábito será permitido apenas em locais abertos.
Roney Domingos Do G1, em São Paulo
A Câmara de Vereadores de São Paulo deverá votar ainda neste mês o projeto de lei 36/2008 do vereador Arselino Tatto que proíbe fumar cigarro e similares em ambientes fechados. Tatto, que fumou durante 20 anos e só parou há dois anos e meio afirma que a medida é inédita em São Paulo. A atual legislação, de acordo com ele, tolera o fumo em ambientes fechados e se limita a reservar lugares diferentes para fumantes e não-fumantes.
"O meu projeto só permite fumo na praça ou na rua, para que o fumante não encha o saco de ninguém. Quando eu fumava, percebia que as pessoas passavam o dedo no nariz, incomodadas, porque a fumaça invade todos os ambientes. É pior ainda quando tem criança por perto", disse Tatto.
O projeto de Tatto prevê também a aplicação de cartazes com o aviso "Proibido Fumar" , acompanhados do símbolo internacional, a cada 50 metros. As penalidades previstas a quem descumprir a lei, caso seja aprovada, vão desde multas, variando entre 10 e 50 salários mínimos, até a cassação do alvará de licença do estabelecimento.
De acordo com o vereador, o projeto foi aprovado em todas as comissões. Como as lideranças costuram um acordo para aprovação de um projeto para cada vereador, Tatto espera que seu projeto seja aprovado em plenário ainda neste mês.
Depois disso, faltará apenas a sanção do prefeito Gilberto Kassab (Democratas), provável candidato à reeleição. "Tenho certeza de que o prefeito vai sancionar porque ele não fuma", disse Tatto.
Clique no link da matéria
Subir
|
|

|