A reintegração de posse de um terreno no Capão Redondo, na Zona Sul, em que houve confronto entre a Polícia Militar e as 800 famílias que ocupavam o local, foi criticada pelo vereador Arselino Tatto. Milhares de pessoas ficaram desalojadas após a reintegração e muitas passaram a madrugada de segunda para terça-feira ao relento, pois não tinham para onde ir.
Durante a operação, a PM usou balas de borracha contra os moradores e várias pessoas ficaram feridas. A região do Capão Redondo virou uma praça de guerra, com os moradores tentando resistir à desocupação. Escolas públicas localizadas próximas à área suspenderam as aulas na segunda-feira.
Arselino Tatto lamentou que a Prefeitura de São Paulo não tenha se antecipado à decisão judicial que determinou a reintegração da área particular, o que poderia ter impedido o confronto. O vereador observou que a administração municipal deveria ter tomado a iniciativa de buscar uma saída negociada antes do conflito e preparado um plano para alojar os desabrigados.
“Os governos do DEM e do PSDB não tiveram capacidade de resolver o problema destas famílias, oferecendo a participação em algum programa de moradia. Cruzaram os braços e deixaram a Justiça decidir o destino daquelas famílias. Onde estão os secretários de Habitação do Estado e da prefeitura que não fizeram nada”?, cobrou Tatto.
O vereador disse ainda que as cenas do confronto entre a PM e moradores, levadas ao ar pelas emissoras de TV, relembraram episódios do passado que imaginava que não acontecessem mais.
“Foi uma coisa assustadora. Espantoso também é ver mulheres e crianças deixadas ao relento, passando a noite debaixo de chuva e frio, sem que os governos do DEM e do PSDB fizessem alguma coisa”, concluiu Tatto.