A Comissão de Finanças e Orçamento aprovou ontem (16) a criação de uma subcomissão sobre a crise do lixo em São Paulo. A subcomissão vai apurar a situação da varrição de rua e da coleta de lixo, serviços que tiveram corte de recursos por decisão do prefeito Kassab.
A subcomissão é integrada por seis vereadores, entre eles o petista Arselino Tatto, que será o vice-presidente. Os demais membros são Roberto Trípoli (PV), Milton Leite (DEM), Aurélio Miguel (PR), Adilson Amadeu (PTB) e Gilson Barreto (PSDB).
As primeiras pessoas que podem ser ouvidas pela subcomissão são os secretários Alexandre de Moraes (Serviços e Obras) e Ronaldo Camargo (Subprefeituras).
Em agosto, Kassab anunciou através da imprensa um corte de 20% nos contratos com as cinco empresas encarregadas do serviço de varrição. A redução afetou a qualidade do serviço – as empresas demitiram centenas de garis – e a sujeira tomou conta da cidade. Com a forte chuva do dia 8 de setembro, o lixo entupiu bueiros e bocas-de-lobo, agravando as enchentes que afetaram São Paulo naquele dia.
Além de reduzir o serviço de varrição, o prefeito também decidiu diminuir o gasto com a coleta de lixo. Um membro do primeiro escalão do governo municipal se reuniu com representantes das empresas de coleta (Ecourbis e Loga) e anunciou que haveria um corte de 10% nos contratos a partir de setembro. As empresas já anteciparam que a medida prejudicará a coleta e que vai haver demissão de funcionários.